Audi S3: carrossel sobre rodas

MOTOR TURBO COM INJEÇÃO DIRETA, CÂMBIO DSG E TRAÇÃO INTEGRAL FAZEM DO HATCH UMA EXPERIÊNCIA DIVERTIDA DE DIRIGIR

Fonte: Fast Driver

Nos tempos em que dominou a cena entre as marcas premium no Brasil, a Audi tinha um trunfo inigualável, o A3 nacional. Mais avançado automóvel fabricado no país, o hatch médio virou referência em esportividade, mas era uma versão importada que dava as cartas em termos de desempenho, o S3.

Tração integral Quattro, câmbio de seis marchas e motor turbo de 210 cv contra 180 cv da versão normal. A sensação de dirigi-lo era inesquecível para quem ainda estava acostumado com os raquíticos modelos do final da década de 1990. Mas a chegada da 2ª geração do A3 trouxe o fim da produção no Brasil e o adeus ao esportivo.

Muito tempo depois, anos após a venda do novo A3 aqui, eis que a Audi traz de volta o S3 e muito, muito melhorado em relação à primeira geração. Nesse meio tempo, a marca alemã desenvolveu dois ícones tecnológicos que viraram quase que um padrão em seus carros, o motor TFSI e o câmbio de dupla embreagem. O primeiro une o turbo a um motor com injeção direta de combustível e o segundo consegue efetuar trocas de maneira mais veloz que os melhores manuais.

Não que eles sejam novidade – o A3 Sportback já oferece ambos -, mas no S3 a Audi foi além. A transmissão, batizada de S tronic pela marca, teve suas marchas reescalonadas, e o motor 2.0, que rende 200 cv nornalmente, saltou para 256 cv de potência e o torque é de 33,7 kgfm a apenas 2 500 rpm.

Na casa dos seis segundos

Com todo esse arsenal, o S3 acelera de 0 a 100 km/h em cerca de seis segundos, marca normalmente obtida por carros maiores e mais potentes. Como pesa 1 515 kg – embora seja menor até que um Focus -, o S3 ainda assim exibe uma relação peso/potência respeitável: 5,9 kg/cv, melhor que a do TT Coupé (6,30 kg/cv) que anda menos que ele.

A velocidade máxima obedece ao limitador eletrônico e para nos 250 km/h, mas, segundo a Audi, poderia chegar facilmente aos 290 km/h.

Além da performance privilegiada, o S3 traz consigo outros motivos para agradar seus donos, seja pelos faróis bi-xenônio ou pelo conforto a bordo – apesar da suspensão mais firme, o carro encara numa boa as ruas onduladas brasileiras.

O interior é todo em couro preto com costura branca, mas quase não se percebe a diferença entre ele e o A3 normal exceto pela logomarca na base do volante e pelas pedaleiras, além de detalhes em alumínio fosco. Um recurso que o velho S3 não tinha encaixou com perfeição no novo: o teto solar panorâmico.

Se por dentro o carro é discreto, por fora não dá para confundi-lo com o A3. As enormes rodas de aro 18 com pneus de baixo perfil 225/40 chamam para si a atenção, mas o pára-choque redesenhado e os detalhes cromados como o retrovisor externo e o spoiler traseiro também não passam em branco.

Carrossel ambulante

A Audi nos deu a oportunidade de dirigir o S3 num percurso um tanto antagônico: no início, ruas de bairro na zona norte de São Paulo e depois pela rodovia Fernão Dias até a cidade de Atibaia.

O S3 é familiar para quem já dirigiu outros Audi ou mesmo um Volkswagen. A distribuição de comandos e o feeling é semelhante. Só que no hatch os bancos apóiam mais e a posição ideal de dirigir é bem mais baixa.

O grande trunfo da dupla TFSI/DSG é a dirigibilidade versátil. Mesmo para ir até a esquina o carro roda tranqüilo, sem parecer guardar tantos cavalos em seu capô. Instigado, o S3 desperta e as rápidas trocas de marchas lembram de imediato o real caráter do modelo.

Depois de minutos de tédio no trânsito de São Paulo pudemos, enfim, colocar o S3 no seu ambiente natural, a estrada. Os paddle-shift, nesse caso, viram obrigação para ganhar maior agilidade entre os diversos caminhões que trafegam pela rodovia.

A Fernão Dias, para quem não conhece, passa por uma serra antes de chegar à primeira cidade do roteiro. As curvas são largas e numa longa seqüência, ideal para avaliar a tração Quatro. Não tem jeito, o S3 cola no chão e sobe a estrada com desenvoltura impressionante – usamos a opção S para esticar o giro do motor ao máximo.

A aceleração do motor 2.0 gruda os ocupantes no banco, uma sensação que vem desde o primeiro S3 e o ruído que vem do capô só aumenta o prazer de dirigir um carro tão divertido.

Pena que a atual geração do A3 já esteja no fim da sua vida útil. Lançada em 2003, ela completa sete anos em 2010, tempo teoricamente limite para ele. Até a Audi lançar seu sucessor da linha S, no entanto, ainda vai ser possível brincar bastante com o modelo atual.

Minha opinião

Em seu ano de lançamento apenas quem tinha bala era o felizardo em obter o carro A3, mesmo se passando 7 anos ele ainda é cobiçado.

O novo modelo informado nesta matéria também é show de bola, como é bom ter bala na agulha para ir lá e comprar um maquinão desse.

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