‘O que fazer com tanta roubalheira?’

Fonte o Globo
“Nunca antes na história deste país…” é a frase preferida do presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Luís Inácio Lula da Silva, para introduzir nos ouvintes, que, para ele, são apenas potenciais eleitores, a propaganda dos atos do governo que preside. Atos que, do seu ponto de vista, poderão render votos no futuro e aplausos à sua imagem no imediato.
Pena que o presidente da República não utilize essa mesma frase para dizer aos seus concidadãos que não é cúmplice da forma sórdida como o exercício da política é praticado neste país. Poderia ser assim: “Nunca antes na história deste país houve tanta roubalheira feita por tantos políticos ao longo de tanto tempo, descoberta em tão pouco tempo”. Pelo menos teríamos uma política mais honesta e sincera.
Claro que isto não o inocentaria das suas próprias culpas (porque tão ladrão é o que rouba como o que deixa roubar), mas, pelo menos, dava-lhe um pouco mais de honestidade política, algo que a sua figura tanto carece.
O brasileiro, a cada dia que passa, teria de que espantar-se? Como se existisse alguma coisa que pudesse o espantar ainda mais? Fica difícil se indignar com esta corrupção ousada e descarada que caracteriza a ação política no Brasil. Mas o que realmente me espanta é a impunidade que protege essa prática.
Vivemos em um país onde os valores estão invertidos. Em qualquer parte onde haja civismo e patriotismo, um corrupto seria punido, mas no Brasil ocorre tudo às avessas.
Na verdade, perante tantas e tamanhas denúncias confirmadas de devassidão na administração pública, sob a forma de vigarices de várias ordens, e abusos de toda a espécie, protagonizadas por esta corja que constitui a maioria da classe política brasileira, num país que fosse sério, decente e ético, enfim, civilizado, os vigaristas de plantão já teriam abdicado de seus cargos, e
teriam abandonado de vez a cena política.
Mas o Brasil não funciona assim, a começar pelo próprio presidente da República, e agora, tendo como ator do momento, o governador de Brasília, ilustríssimo José Roberto Arruda.
O Sr. José Arruda (DEM) deveria ser o guardião e o exemplo da moral e dos bons costumes no que diz respeito à coisa pública. Mas, pelo contrário, é o principal modelo desencaminhador, ao acobertar e defender, sem honra nem decência, os salafrários que povoam os Três Poderes, mesmo quando eles são flagrados em ilicitudes de que são sempre vítimas os cidadãos de bem.
As práticas políticas exercidas no Brasil sugerem, assim, que há malandros de primeira e malandros de segunda, e admite que as torpezas do presente tenham de ser perdoadas, tentando fazer esquecer que o criminoso comum pode ter sido, até momentos antes do crime, um herói.
É certo que há denúncias e denúncias. Mas as que incidem sobre Arruda são suficientemente comprometedoras para que qualquer político com um mínimo de moral e hombridade já tivesse apresentado a renúncia ao cargo sem necessitar ser “empurrado”.
Longe vai o tempo e a memória em que os valores, a democracia, e o civismo, agitavam a bandeira da Ética contra os corruptos no poder (alguns dos quais são hoje políticos de grande repercussão nacional). Será que posso chamar um político de “ladrão”, em alto e bom som, entre outros mimos linguísticos?
Infelizmente não posso, já que corro o risco de sofrer algumas penalidades, mas eles (os políticos) podem continuar roubando a saúde dos brasileiros, a educação de nossos jovens, o emprego de nossos amigos, a moradia de nossos companheiros, e a segurança de que tanto carecemos. Eles podem usufruir do mais absoluto conforto e proteção, e nós, “pobres mortais”, devemos nos contentar com esta realidade deplorável que impera em nosso querido Brasil.
Os desconchavos da primeira figura da Nação reduzem a chama da esperança num Brasil diferente, “um Brasil de todos”, como diz a propaganda, a uma pequena candeia que se vai extinguindo, enquanto o país se torna cada vez mais um Brasil de todos os malandros.
O escândalo envolvendo o governador do Distrito Federal evidencia o quão corrupto e sórdido é o sistema político brasileiro. Evidencia, também, a vergonha que acomete não somente os brasilienses, mas todos os brasileiros honestos.
Ao que parece, o mal da corrupção já se tornou comum e absolutamente aceitável. Não existe um só ano em que não sejamos vítimas de roubos descarados aos cofres públicos que por ventura deveriam ser zelados com o mais evidente cuidado.
Enfim, como cidadão brasileiro sinto-me ultrajado ao me deparar com
tamanho descaso e falta de caráter presente em muitos de nossos políticos, que em sua maioria, declara não se importar com a opinião pública, que dirá com os cofres públicos e com o bem-estar de nossos queridos brasileiros.
Minha opinião
Tudo que os brasileiros honestos sentem estão escritas neste texto, lembrem-se que ano de 2010 será de eleição, então analise a proposta de cada candidato, não de cargo a pessoas com ficha suja. Vamos lutar para que nossos filhos sentem orgulho de viver neste país, por que hoje temos muito desgosto com a política aplicada aqui.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: