Varejo investe em automação

Fila em caixa é motivo de estudos em soluções de TI

Por Viviane Ávila, de São Paulo

Tendências americanas e européias de TI começam a chegar ao varejo brasileiro e a razão disso é a exigência do consumidor, que fica cada vez maior. O varejo nacional é praticamente obrigado a acompanhar os mais variados perfis de consumidor e investir em soluções em automação, para garantir a qualidade dos serviços oferecidos.

Entre eles, a economia de tempo do consumidor dentro das lojas é um dos fatores mais estudados e investidos pelo segmento. A fila é uma das causas que mais irritam, segundo o consultor e coordenador do curso de pós-graduação da Faap, Richard Vinic. “Novas tecnologias estão sendo desenvolvidas, mas ainda há muitos desafios pela frente quanto às formas de solução da fila, tão recorrente no caixa dos supermercados”, exemplifica o consultor.

Pensando nisso, o Grupo Pão de Açúcar testa desde 2006 novas tecnologias de autoatendimento, ou self checkout, como também é conhecido por aqui. Com equipamento da Motorola e sistema desenvolvido pela Seal Tecnologia, o Personal Shop trouxe ao Brasil em agosto desse ano um novo conceito de compras. “Com a ajuda de um coletor de dados, capaz de armazenar em sua memória as listas habituais dos clientes, é possível economizar tempo no supermercado e fazer compras ainda mais personalizadas”, explica Joaquim Dias Garcia, diretor de TI do Grupo Pão de Açúcar. O serviço só é oferecido aos clientes Mais, que é um sistema de fidelização do grupo.

O equipamento mostra o valor total da compra dos itens selecionados sem precisar passar pelo caixa, podendo dispensar o uso do carrinho. O cliente tem a opção de levar os produtos pessoalmente ou recebê-los em casa, além de armazenar sua lista no equipamento. “O sistema permite ainda a criação de listas de acordo com o perfil do consumidor e oferece sugestões de ofertas, receitas e dicas”, completa Garcia.

Ainda nesse sentido, o Grupo Pão de Açúcar conta com o sistema de RFID, que por meio de radiofreqüência, lê as informações presas às embalagens dos produtos e processa a compra automaticamente quando o carrinho passa pelo caixa. Assim, o cliente consegue pagar por meio de cartão de crédito, sem a necessidade de um atendente. Por enquanto, duas lojas da rede oferecem o serviço e somente na seção de vinhos.

O Emporium São Paulo já havia testado em 2007 um sistema bastante parecido. Munido de um palmtop (computador de mão), o consumidor passava pelas gôndolas e registrava as mercadorias escolhidas com o leitor de código de barras. Ao final da operação, ele retirava um cartão magnético com o valor das compras e só passava no caixa para pagar, dispensando a coleta dos produtos no carrinho.

Mas, segundo Marcos Maluf, diretor da rede, que tem cinco lojas, após o período de experiência, o Emporium São Paulo cancelou temporariamente o serviço devido a pouca aceitação por parte da maioria dos clientes, que optava em levar a própria compra, dispensando a entrega pela loja. “Tecnologicamente foi espetacular, mas pegar no produto e levar no ato para casa ainda faz parte da cultura do brasileiro”, finaliza.

Minha opinião

A automação virá com bastante impacto nos próximos anos, e nossa cultura irá mudar como aconteceu nos autos atendimentos dos bancários.

Todos consumidores odeiam filas e com toda certeza irão aderir este serviço que trará conforto no pagamento das compras, o varejo que não se atualizar em tecnologia pode perder mercado.

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