Jovens ociosos no Brasil já passa de 1,2 milhão

Eles representam 5,37% dos brasileiros entre 18 e 24 anos e não trabalham, não estudam, não ajudam em casa

Fonte:  Agência Estado

Mais de 1,2 milhão de jovens de 18 a 24 anos não exerciam, em 2008, nenhuma atividade produtiva no Brasil, segundo números apresentados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Síntese de Indicadores Sociais referente ao ano passado. Essa enorme ociosidade juvenil – 1.245.270 pessoas que não estudavam, não trabalhavam e não ajudavam em afazeres domésticos – atingia 5,37% dos 23.242.000 brasileiros desta faixa etária no País. Ela se deve, em boa parte, ao desemprego.

homer_preguicaO levantamento foi feito por técnicos do IBGE com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada em setembro. Os números da falta de atividade produtiva de parte dos jovens brasileiros foram calculados pelo Estado, a partir da síntese.

Segundo o IBGE, a inatividade em 2008 era maior no sexo masculino, com 943.675 homens que não trabalhavam, não estudavam e não ajudavam em afazeres domésticos. Eram 301.591 mulheres na mesma situação. Entre os rapazes, havia 300.344 inativos de 18 a 19 anos e 643.335 de 20 a 24 anos; entre as garotas, 88.209 na primeira faixa, e 213.382 na segunda.

O grande número de jovens sem atividade produtiva chamou a atenção da pesquisadora Lara Gama, do IBGE, que trabalhou no capítulo referente a crianças, adolescentes e jovens da síntese. “Uma parte dessas pessoas sem atividade estava procurando emprego, cerca de metade dos homens que disseram não fazer nada estava nessa situação”, diz Lara.

Ela explica que o IBGE limitou-se a apresentar aos entrevistados cinco opções de resposta – só trabalha, só estuda, trabalha e estuda, cumpre afazeres domésticos e não faz nada -, mas não perguntou o motivo. “Outra parte pode ter deficiências, doenças ou simplesmente não tem uma ocupação, mas não é possível determinar o motivo”, afirma.

A pesquisadora diz que a falta de atividades é menor no sexo feminino por vários motivos: as mulheres estão entrando mais fortemente no mercado de trabalho e, quando não têm emprego, em geral se incumbem de tarefas domésticas.

Uma quantidade muito maior de jovens na mesma faixa etária, porém, declarou exercer atividades produtivas. Ao todo, 3.853.755 homens e mulheres dessa idade (16,58% do total) acumulavam trabalho e estudo. Outro grupo, formado por 3.236.267 pessoas, só estudava. E 11.051.503 só trabalhavam.

FAMÍLIAS

A inatividade de parte expressiva dos jovens brasileiros se dá em um quadro de melhoria da distribuição de renda, embora permaneçam grandes os níveis de desigualdade. Em 1998, 27,3% das pessoas com até 17 anos viviam em famílias em situação de extrema pobreza, com renda familiar per capita de até um quarto do salário mínimo. Em 2008, essa proporção caiu para 18,5%.

Quase metade, porém, ainda vivia, no ano passado, em famílias com menos de meio salário mínimo de renda familiar per capita (44,7%). No Nordeste, a proporção de jovens em famílias pobres ou extremamente pobres era maior, 66,7%, ante 73,1% em 1998. “Tais melhoras podem ser atribuídas ao efeito de políticas públicas de transferência de renda”, diz o estudo.

A síntese também aponta a redução da população brasileira mais jovem. Em 1998, as crianças de zero a 6 anos eram 13,2% da população, passando a 10,2% em 2008. Menos da metade da população (43,2%) estava na faixa de zero a 24 anos, o que coloca o Brasil entre os países em processo de envelhecimento.

A pesquisa se baseou na Pnad – na qual 2,5 mil pesquisadores ouviram 391 mil pessoas em 150 mil domicílios. Outras bases de dados foram consultadas.

Minha opinião

Enquanto nossa política não da o suporte necessário, devemos correr atrás do nosso prejuízo, é preciso de ação com nossas crianças para crescer jovens conscientes que nada vem fácil e sim com o próprio suor.

Quando crianças tudo é lindo e maravilhoso, mas certas malcriações devem ser ajustadas, certas perdas e ganhos devemos ensinar.

Jamais vamos desejar o mal para os familiares ou ao próximo, na vida adulta ou você é um ganhador ou um perdedor, só que nos tempos atuais, com esta ociosidade dos jovens esta sendo montado um cenário de perdedores, onde os números comprovam que os filhos no século XXI estão ganhando menos que seus pais.

Isso virá um dado com números preocupantes já que o Brasil esta aumentando o tempo de vida, e ai vem à pergunta:

Estamos trabalhando para viver melhor em nossa aposentaria?

Sem depender apenas da merreca da aposentaria, já que em sua vida você não teve profissão e estudo o caminho será uma terceira idade difícil para compras de remédios até mesmo por que sua vida sedentária esta pesando mais que sua idade.

Vamos se exercitar, correndo atrás dos nossos interesses, a vida é dura, mas podemos brigar pelos nossos interesses.

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