Parque do Ibirapuera tem 15 áreas perigosas, diz governo

Por AE, Agencia Estado, Atualizado: 9/10/2009 8:15

A Prefeitura de São Paulo fez um mapeamento dos locais mais perigosos do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista, e identificou 15 áreas onde ocorrem frequentemente assaltos, roubos, furtos de veículos e de bicicletas, além de atos obscenos, prostituição masculina, consumo e tráfico de drogas. A análise da Guarda Civil Metropolitana (GCM), em conjunto com a empresa de vigilância patrimonial GSV, foi apresentada na terça-feira em reunião do Conselho Gestor do Parque do Ibirapuera (CGPI). Com base nesses dados, a administração municipal planeja uma série de ações para combater a criminalidade no parque.

A região da passarela que faz a ligação entre a Praça da Paz e a marquise, por exemplo, foi apontada como ponto de risco de assaltos e roubos a frequentadores que costumam caminhar ou correr pelas imediações. “São questões assim que exigem um trabalho conjugado com a Polícia Militar (PM)”, defende o administrador do Ibirapuera, Heraldo Guiaro. As quadras nessa área também foram apontadas como local de consumo e tráfico de drogas.

Mais adiante, dois dos bolsões de estacionamento públicos, o que fica entre a Fundação Bienal e a Oca, na Alameda do Café, e o do Museu de Arte Moderna (MAM), são os pontos em que mais ocorrem furtos de veículos, de mochilas e de pertences deixados dentro de carros. De acordo com Guiaro, somente neste ano 63 veículos foram encontrados pelos vigias da GSV ou pelos GCMs com vidros abertos ou com as chaves no contato. Por causa disso, a Guarda Civil decidiu instalar no local uma cabine de vigilância elevada.

Área verde

O Conselho Gestor do Parque do Ibirapuera quer transformar as duas últimas baias do chamado autorama em área verde. Trata-se do local de estacionamento entre os portões 3 e 4 usado atualmente por motoescolas para treinamento de alunos que vão submeter-se a exames do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). À noite, o local é conhecido ponto de prostituição.

IbirapueraA decisão de acabar com parte do autorama foi tomada na terça-feira. O administrador do parque se encarregou de encaminhar a proposta para a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente – para que o projeto possa ser totalmente elaborado. Com a saída do Detran da região, o CGPI não vê mais sentido na permanência das motoescolas no local. Esse projeto, no entanto, não tem data definida para sair do papel e depende de aprovação da secretaria. Guiaro, porém, considera a proposta viável e de fácil realização.

Outros integrantes do Conselho Gestor acreditam que a proposta será um marco para a retomada da área do autorama. Muitos consideram que hoje esse espaço só funciona como ponto de encontro de homossexuais e se transforma, com o passar dos anos, no local mais perigoso do parque – onde há registro de diversos crimes. As informações são do Jornal da Tarde.

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