Título Eleitoral pela INTERNET

15/09/2009

Novamente nossos profissionais de TI dão um show na parte burocrática para atualizar os documentos da Justiça Eleitoral e Alistamento. Com o uso da tecnologia o Tribunal Superior Eleitoral esta na fase final do projeto previsto para fevereiro de 2010, a criação do Título Net para atender o cidadão pela internet nos serviços de alistamento, transferência ou revisão eleitoral evitando as filas nos cartórios eleitorais.

tituloJustificativaA entrada da solicitação será via internet e o requerimento deverá ser concluído em uma unidade de atendimento da Justiça Eleitoral em até cinco dias corridos.

O requerente apresenta o documento de identificação e comprovante de residência; maior de dezoito anos, do sexo masculino, deverá apresentar também o comprovante de quitação militar.

Algumas multas eleitorais poderão ser impressas e pagas previamente, devendo o requerente apresentar o comprovante de pagamento na unidade de atendimento da Justiça Eleitoral. O valor da multa poderá ser revisto pelo Juiz Eleitoral.

A existência de restrições cadastrais impedirá a utilização do serviço, devendo o eleitor procurar diretamente uma unidade de atendimento da Justiça Eleitoral.

IMPORTANTE:
O protocolo emitido não comprova a regularidade da inscrição ou a quitação eleitoral, e se destina apenas a informar o número e a data da solicitação para proporcionar eventual atendimento diferenciado na unidade de atendimento da Justiça Eleitoral.

Além deste novo sistema, o Ministro Lewandowski abre audiência pública sobre testes das urnas de 2010.

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Ricardo Lewandowski abriu, nesta sexta-feira (11), a Audiência Pública para tratar dos testes de segurança das urnas eletrônicas de 2010. Os testes, que ocorrerão entre 10 e 13 de novembro, além de demonstrar “a total transparência com que o Tribunal lida com o tema”, é uma ótima oportunidade para demonstrar a segurança das urnas eletrônicas, salientou o ministro.

Você que é hacker ou cracker é uma boa oportunidade para testar os novos softwares.

Imaginem se nossos políticos e políticas adotadas aqui tivessem toda estas qualidades das urnas eletrônicas que são referente mundial.

Lembrem-se aqui temos tudo que um país possa oferecer para uma excelente qualidade de vida, não dependemos de mão de obra de nenhum país, nossa tecnologia é de ponta, nosso clima é tropical, praias, montanhas e cerrados sem igual, o que nosso povo precisa é de educação e disciplina.

Na próxima eleição faça um voto consciente, CHEGA vamos limpar a Câmara, Senado, Poder Legislativo e Judiciário etc … elegendo pessoas que façam por todos e não por interesse próprio.


Carnaval 2010… Batam palmas o Circo Chegou

11/09/2009

A escola de Samba G.R.C.S.E.S Estação Invernada, localizada no Bairro Vila Aurora região Norte considerada o reduto do Samba Paulista, por conter diversas agremiações Acadêmicos do Tucuruvi, Império de Casa Verde, Mocidade Alegre, Rosas de Ouro, Vila Maria e X-9 Paulistana, escolas do Grupo Especial de São Paulo, além das escolas dos Grupos 1 e 2 que lutam para chegar a elite do carnaval paulista, tudo isso ao seu redor.

Esta agremiação irá contar a história do circo em seu desfile de 2010, com muito trabalho, garra e alegria que a comunidade prepara seu carnaval.

A Introdução deste desfile será apresentada na reta oposta de Interlagos

O circo uma cultura única. Formado por pessoas nômades, que precisão se encontrar com o público para o show continuar. Que tipo de cultura é esta?

A verdade é que muito já se falou sobre o circo e continuarão a falar e a fazer as mesmas perguntas, matrizes raciais díspares, tradições culturais distintas, formações sociais inestimável, as apresentações circenses nos renovam a cada espetáculo. Antiga por criação, mas nova por adaptações, que surgem como uma proposta nacional diferenciada.

Culturalmente nossas matrizes circenses são formadoras de outro espetáculo, fortemente mestiçada, dinamizada por um contexto sincrético e singularizada pela redefinição da alegria contagiante que são traços culturais oriundos do nosso povo. Novo inclusive, pela inverossímil alegria e espantosa felicidade, de gente batalhadora e trabalhadora, que mesmo sacrificado, atenta, comove e diverte a todos sem distinção, com apenas um truque ou simplesmente um sorriso.

Mostraremos como o circo surgiu, o caminho árduo que o mesmo segue, e sua perspectiva para o futuro. Segundo o autor Antonio Torres em seu livro “O circo no Brasil” A presença dessas instituições no futuro, estarão em risco, depende de nós, não deixamos esquecidos, os astros do picadeiro e a arte de brindar a cada espetáculo, com a sua alegria ao ver nossa presença.

Isso é o circo, isso é o carnaval, isso é o Brasil. Uma festa colorida, porque é democrática, mestiça, livre, lavada em sangue de trabalhadores, sofrida e exaltada a cada espetáculo. Com a vantagem de sempre ter no riso a paz que a alma procura, um clima perfeito que fortalece os laços do simples mortal com o divino, deixando a vida muito mais bela. Só quem acompanha esse ambiente sabe o significado do sorriso de uma platéia.

Esse país tropical, que se orgulha da sua cultura, hoje verá com muita dignidade, nossa agremiação orgulhosamente apresentar em apenas quarenta e cinco minutos um espetáculo circense. Enaltecendo, enriquecendo e valorizando, na visão de um conjunto único, neste universo que também é sem igual: O NOSSO CARVANAL.

“O circo é como o trem: Uma coisa romântica, de uma grande ternura, do passado. É uma coisa prática para o povo. Você vai à vontade. O circo tem de ser preservado. É uma dessas coisas que jamais deveriam terminar.”                                                                                                                                       Dercy Gonçalves


Sobre a Educação: Descrito por uma profissional da rede Pública de Ensino

08/09/2009

Outro dia, folheando uma revista num consultório médico, li uma reportagem bastante interessante que mostrava com estatísticas, que as crianças de origem asiática, que vivem no Brasil, apresentam um desempenho escolar superior ao dos estudantes brasileiros.

O texto explicava que, nas classes onde elas são maioria, o silêncio e a atenção são uma constante.

Ouve-se claramente a voz do professor explicando a matéria.

Dizia também que essas crianças dedicam nove horas diárias ao estudo (cinco na escola e quatro em casa) enquanto que as nossas, apenas cinco (as da escola).

Quando chegam em casa, essas crianças pegam seus cadernos, livros e estudam. Fazem os deveres de casa que o professor passa, lêem, treinam equações matemáticas etc.

lapis[1]Enquanto os brasileirinhos, em sua maioria vagueiam pelas ruas empinando pipa ou jogando bola.

Com isso os asiáticos do nosso país estão conseguindo os melhores postos de trabalho (que são justamente aqueles que exigem maior qualificação e preparo).

Em empresas com ótima remuneração, assistência médico-hospital e condições de ascensão profissional.

E tudo isso me fez lembrar uma menina brasileira que morava no Japão e veio visitar os parentes que ficaram aqui.

A tia dela era Orientadora na escola onde lecionávamos.

Certo dia estavam em nossas classes tentando dar aula e explicar a matéria para os alunos que, como sempre, só conversavam e brincavam de costas para a lousa…

Enquanto isso, a tia, nossa orientadora, vagava com a garota pelos corredores da escola, procurando uma classe mais calma, onde a sobrinha pudesse ficar resolvendo as questões de uma provinha de terceira séria que ela (tia) havia preparado, para verificar o aproveitamento e a adaptação da menina na escola japonesa.

Mas a mesma menina ficou aterrorizada com a gritaria dos nossos alunos e preferiu resolver a prova na Biblioteca, alegando que não conseguiria concentrar-se com aquela bagunça…

Perguntamos então o que acontecia, na escola dela, com os alunos que só queriam brincar, não estudavam e não respeitavam o professor em sala de aula?

Ela disse:

– Que eles eram castigados

Perguntamos então qual era o tal castigo.

E sabem o que ela respondeu???

Que não sabia, porque na classe dela NUNCA havia visto um aluno conversar durante as explicações ou desrespeitar seu professor…

Perceberam a diferença?

Nas escolas públicas de São Paulo, as salas de aula são superlotadas, com até 45 alunos por classe.

Para esse auditório, o professor tem que ensinar:

– o conteúdo das disciplinas (Matemática, Português, História, Geografia e Ciências)

+ cidadania + valores + educação sexual +higiene + saúde + ética +pluralidade cultural.

Deverá também funcionar como psicólogo, assistente social, orientador educacional e orientador pedagógico desempenhando também todos os deveres familiares que a sociedade resolver transferir para a escola.

Nossos alunos dizem que as aulas são chatas e alegam que não gostam de ler que ler não é divertido…

Que jogar bola e empinar pipa é melhor…

E todos logo gritam em coro:

– Culpa dos professores que não dão uma aula divertida e atraente para as crianças.

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo surge em cena alegando que os alunos que temos são assim mesmo e que os professores precisam aprender a ensinar.

Rotula o magistério oficial como “professores nota zero”

O que eles querem esconder é que temos em classe crianças (filhos de eleitores) que recebem o livro didático, cadernos e até mochilas mas “esquecem” em casa para ficar brincando durante a aula…

Crianças que não fazem lição de casa, não estudam e nem sequem prestam atenção as explicações do professor em classes.

Para agradar os pais eleitores, a Secretaria da Educação encaminha os professores para cursos de “capacitação”, alegando que eles não têm mais capacidade para ensinar.

Contratam firmas para dar esses cursos que segundo eles, tem o poder de transformar “profissionais despreparados” em professores criativos, pronto para dar uma aula eficaz, envolvente, estimulante e, ao mesmo tempo, divertida, capaz de fazer com que os alunos gostem mais da escola do que das partidas de futebol, mais de leitura do que dos jogos no computador…

É claro que esse discurso de responsabilizar o professor e varrer a sujeira pra baixo do tapete não vai levar a Educação a lugar nenhum.

Mas servem perfeitamente para justificar, junto a opinião pública, os baixos salários pagos aos profissionais do estado que mais arrecada impostos no país.

Imagine que você esta doente, vai ao médico e ele prescreve determinado remédio. Você não toma o medicamento, não faz a sua parte e culpa o médico por não melhorar,…

Assim acontece nas escolas públicas paulistas: o professor ensina e os alunos não prestam atenção, não estudam, não fazem os deveres de casa, como nossos amiguinhos asiáticos, daí vêm o governo e culpa o professor pelo mau desempenho dos “estudantes”

Para justificar mais uma vez a falta de reajustes e os baixos salários em SP o governo implantou um sistema de avaliação.

Os professores recebem um bônus por produtividade, uma vez por ano,

se os alunos estudarem;
se os alunos não faltarem;
se os alunos não se evadirem;
se os alunos …

E, como o aluno não quer saber de nada, estamos sem reajustes.

Daí vêem os governantes na TV dizendo que pagou X reais de bônus aos professores.

Só que se isso fosse averiguado direitinho, a verdade seria descoberta. Para se ter uma idéia, tem escolas onde nenhum professor recebeu a bonificação por que…

Houve evasão, porque o aproveitamento dos alunos não se alterou e por diante!

Sem contar que, nesse sistema de bonificação por produtividade, os aposentados, por não terem mais alunos, são castigados e estão sem reajuste há anos (desde que o governo passou a avaliar professores pelo desempenho dos alunos…)

Ninguém quer sugerir aos eleitores a receitinha das crianças asiáticas:

– estudar;caderno3
– fazer a lição de casa;
– empenhar-se;
– dedicar-se;

Enfim, fazer a sua parte!

A verdade é que o educador deixou de ser o modelo para os jovens:

Temos um baixo salário, nos vestimos mal e somos alvo constante da crítica social.

Hoje o modelo para os jovens, são os milionários jogadores de futebol, pagodeiros e outros mais que prefiro nem relacionar aqui…

Vamos combinar, não dá para falar em Educação de Qualidade enquanto o profissional da educação for sistematicamente desvalorizado, tratado pelo governo, pelas famílias e pela mídia em geral como um inimigo público, um vagabundo etc…

Nessas condições, que o aluno vai querer ouvir o que uma pessoa assim tem a dizer?

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